quarta-feira, 6 de abril de 2011

Igreja de Santa Efigênia

A Irmandade de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos da Freguesia de Antônio Dias foi ereta na Matriz de Nossa Senhora da Conceição de Antônio Dias no ano de 1717, mudando-se alguns anos mais tarde para Capela do Alto da Cruz do Padre Faria. Segundo a tradição oral, no local exista primitivamente uma ermida dedicada a Santa Efigênia, Princesa da Núbia, convertida ao cristianismo, razão pela qual a atual igreja conserva as duas denominações. Reza também a tradição oral que a igreja foi construída pelos negros do Bairro de Antônio Dias, com o ouro retirado na mina da encardideira, por Chico Rei e sua tribo. Embora na irmandade do Rosário fossem admitidos indistintamente brancos e negros, em conseqüência de brigas internas os brancos foram obrigados a se mudar para a Capela do Padre Faria por volta de 1740. A atual igreja parece ter sido iniciada no ano de 1733, prolongando-se até 1785. Vários nomes aparecem ligados à construção, entre eles Manuel Francisco Lisboa, mas sem condições de precisar qual foi a participação de cada um. A decoração interna teve início no período de 1744-48. Merece destaque as obras de talha de Francisco Xavier de Brito e Manuel Gomes da Rocha. A capela-mor tem suas paredes recobertas de talha. A pintura do forro da nave, sacristia, capela-mor e painéis laterais, contemporânea à edificação, têm data e autoria desconhecida.

Endereço: Rua Santa Efigênia - Alto da Cruz
Telefone: (31) 3551-5047
Horário de visitação: Terça a domingo, 8h30min - 16h30min
Ingresso: Inteira- R$3,00 - Meia entrada- R$1,50
O ingresso é válido também para a entrada da Capela do Padre Faria

Ronald Peret

Igreja de São Francisco de Paula

Erguida no Morro da Piedade, foi a Capela dos Terceiros dos Mínimos de São Francisco de Paula a última igreja a ser construída na cidade. A congregação dos fiéis do patriarca São Francisco de Paula foi criada na Matriz de Nossa Senhora da Conceição de Antônio Dias. Vinte anos mais tarde, já promovida à irmandade de Ordem Terceira, instalou-se na ermida de Nossa Senhora da Piedade, doada à ordem. Por ser insuficiente para o número de fiéis, decidiram edificar um templo de maiores proporções. O início da construção da igreja de São Francisco de Paula, no mesmo local em que primitivamente se elevara a Ermida de Nossa Senhora da Piedade, foi feita a 4 de outubro de 1804. Com o projeto de autoria do Capitão-Mór Francisco Machado da Cruz, essa construção se arrasta por todo o século XIX, sendo as obras interrompidas por insuficiência de recursos da Irmandade. Dimensões desproporcionais às necessidades de uma simples confraria, representa exemplo de permanência no século XIX, em Ouro Preto, dos padrões arquitetônicos do século anterior. A talha é de boa qualidade e bastante homogênea. Possui no altar-mór imagem de São Francisco de Paula atribuída ao Aleijadinho. Os trabalhos de ornamentação interna são finalizados apenas nas primeiras décadas do século XX. Merece destaque as quatro estátuas dos evangelistas em louça vidrada de Santo Antônio, importadas do Porto (Portugal), que ornamentam a escadaria de acesso ao templo.

Endereço: Rua Teixeira Amaral - Centro
Telefone: (31) 3551-4731
Horário de visitação: Terça a domingo (09h-11h; 13h30min - 16h45min)
Entrada Gratuita


Ronald Peret

Museu da Inconfidência

Casa de Câmara e Cadeia. Localizada na Praça Tiradentes, onde hoje funciona o Museu da Inconfidência. A construção desse monumento teve início em 1784 durante o governo de Luiz da cunha Menezes, finalizada em 1896. Sob a planta deste, foi mestre-de-obras Manoel Francisco de Araújo. Participaram da construção os próprios detentos, vadios e delinqüentes, escravos e negros libertos, além dos pobres e desamparados. Em 1797, já se fala do funcionamento da nova cadeia no Morro de Santa Quitéria. A Câmara muda-se para suas novas instalações em 1836, ali permanecendo até 1862, funcionando apenas como cadeia a partir dessa data. Em 1907 a cadeia é convertida em penitenciária, retirando-se em 1937 para abrigar o Museu da Inconfidência. No térreo abrigavam as enxovias, separadas para brancos, pretos e galés. No segundo piso ficavam a casa de audiência, casa de câmara, secretaria, sala, hospital, oratório, casa do carcereiro e a prisão das mulheres. A Casa de Câmara e Cadeia era essencial para a vida da Vila, uma vez que tinha por finalidade satisfazer as necessidades dos serviços administrativos, penitenciários e religiosos. O prédio da Casa de Câmara e Cadeia, por suas características de monumentalidade e de traços arquitetônicos definidos, é importante exemplar da arquitetura militar colonial.

Endereço: Praça Tiradentes, 139, Centro
Telefone: (31) 3551-5233
Horário de visitação: Terça a domingo (12h - 18h)
Ingresso: R$ 6,00 - Meia entrada - R$ 3,00

Ronald Peret

terça-feira, 5 de abril de 2011

Igreja de Nossa Senhora do Carmo

Em princípio do século XVIII, foi elevada, no alto do morro que separava os arraiais de Ouro Preto e Antônio Dias, pequena capela dedicada a Santa Quitéria. Nesta capela reuniam-se os irmãos terceiros da ordem do Carmo do Rio de Janeiro, moradores em Vila Rica, que já em 1751 congregam-se em irmandade autônoma. Cogitam então a construção de uma nova capela, cujo risco ficou a cargo do irmão da Ordem, Manoel Francisco Lisboa. A obra tem início em 1756. A parte arquitetônica foi concluída em 1780, sendo a decoração interna iniciado em 1784. A igreja conta com trabalhos de Aleijadinho, seus oficiais e de seu discípulo, Justino Ferreira de Andrade. A planta da igreja é curva na parte da frente. Embora não exista prova documental, sua portada é atribuída ao Aleijadinho. Manoel da Costa Ataíde é autor da pintura e douramento dos retábulos e do risco do altar-mor, que também executa seu douramento. As pinturas dos forros da nave e capela são obras do pintor italiano Ângelo Clerici. Painéis de azulejos, únicos em Minas Gerais, de legítima faiança pombalina, decoram os registros inferiores das paredes da capela-mor, ilustrando temas relativos à iconografia da Ordem do Carmo. Na sacristia há um lavatório com escultura em pedra sabão. O cemitério anexo foi iniciado em 1824, mas concluído somente em 1868. O sobrado e a casa térrea que se vêem ao lado do cemitério são contemporâneos à edificação da igreja.

Rua Brigadeiro Musquera, Centro
Telefone: (31) 3551-2601
Horário de Visitação - Terça a sábado (8:30 - 11:30; 13h - 17h)
Domingo - (13h - 17h)
Valor do Ingresso: R$ 1,00

Ronald Peret

Igreja de São Francisco de Assis

A Ordem Terceira da Penitência de São Francisco de Assis, primeira ordem criada em Vila Rica, foi fundada a 9 de janeiro de 1746, na Capela de Bom Jesus dos Perdões (atual Mercês e Perdões) e agrupava os mais importantes membros da sociedade da época. Dez anos mais tarde já contava com muitos adeptos que, desde 1751, passaram a se reunir na Matriz de Antônio Dias. Por volta de 1752, cogita-se a construção de seu próprio templo, iniciada em 1765. Com risco de Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho, atesta a evolução no emprego da curva e contra-curva, que afeta sobretudo a nave e a fachada, introduzindo um tipo completamente novo na arquitetura, considerada a obra-prima da arte colonial brasileira. A construção do edifício estava praticamente concluída em 1771. A abóbada foi construída entre 1772 e 1774, época que também foi realizada sua ornamentação em talha e estuco, sob a direção de Aleijadinho. Manuel da Costa Ataíde trabalha em São Francisco no período de 1801 e 1812, realizando toda a pintura e douramento da capela-mór (exceto do teto, concluído anteriormente), assim como a pintura do forro da nave e painéis a óleo da nave e paredes da capela-mór. O cemitério da ordem foi construído entre 1831 e 1838. A portada é considerada a obra-prima do Aleijadinho enquanto ornamentista sacro. Embora toda a decoração da capela-mór tenha sido um projeto unitário de Aleijadinho, possui intervenção de auxiliares.

 Endereço: Largo do Coimbra, Centro

 

(Ronald Peret)